Dobrados para o Manto03.05.13

FLYER

Indicações Bibliográficas da oficina “Desdobrando o Manto”10.04.13

 INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:

 

Os Sonhos do Corpo: A Comunicação Biocultural do Corpo. Cleide Riva Campelo. Tese de doutorado. 2001. PUCSP.

O Quark e o Jaguar. Murray Gell-Mann.

Contra o Método. Paul Feyerabend. Rio de Janeiro, 1989.

A Estátua e a Bailarina. José Ângelo Gaiarsa. São Paulo, 1988.

O Livro Vermelho. Carl G. Jung. Petrópolis, 2010.

Poemas, Textos de Dramaturgia, e Contos de Carlos Roberto Mantovani.

Obra do Bispo do Rosário.

Obra de Salvador Dali.

Obra de Stravinsky.

Obra de Vladimir Maiakóvski.

Lista dos Selecionados para a Oficina “Desdobrando o Manto”10.04.13

01 – Mariane Aguiar de Oliveira
02 – Stephane Jaqueline Vieira Coelho
03 – Niany Nicoley Franco
04 – Quitéria Maria da Silva
05 – Rafael Soares Leite Negro
06 – Carolina França de Souza
07 – Aline Oliveira Amaral Costa
08 – Anderson de Almeida Ramos
09 – Mauricio Felippe
10 – Sandy Domingues de Souza
11 – Gladson Flebertty dos Reis de Lima
12 – Juliana Marques de Lima
13 – Paulo Eduardo Conceição Farias
14 – Rodrigo Bragatto
15 – André Augusto Galvão
16 – Natalia Totta
17 – Jéssica Alana L. Mendes
18 – Alexandre Correa Ventris
19 – André Augusto Vieira Moraes
20 – Daiane Rodrigues Vieira
21 – José Rafael Duarte
22 – Bruno Leonardo de Almeida
23 – Flavio Queiroz de Souza
24 – Thânia Talita Paulino
25 – Douglas Anhaya de Barros
26 – Dener Wesley Mota
27 – Luis Fernando Richter Pereira dos Santos
28 – Eliana Santana da Silva
29 – Silvia Ravanelli

Desdobrando Manto10.04.13

manto

Manto.06.02.13

Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo: primeiro encontro do ano, 5/2/2013. Início dos trabalhos de pesquisa para a preparação da oficina na G.O. no tributo aos 10 anos da partida do amigo Mantovani. Velhos tutus voltando ao ninho; muita felicidade no reencontro. São muitas as costuras para frente e para trás para poder tecer nosso novo trabalho. Começamos com os sonhos que já vieram trazendo a estrutura do trabalho. Queremos voltar a beber na fonte dos trabalhos do Manto, não para reproduzi-los, mas para dar a eles a chance de continuar vibrando dentro da gente. Muita emoção nos relatos de Quitéria, a menina cujo futuro de deusa tutu o Mantovani, sem dúvida, anteviu completamente. E preparou. Fala do Zeca. Do Esdras. Minha fala. Do Tiago. Também a fala dos que ainda vão conhecê-lo melhor. A leitura do poema do livro do Manto. Começamos nosso caminho reatando alguns fios que estavam desamarrados. Foi preciso consertar as fraturas, as rupturas, antes de podermos colocar mãos à obra sobre o Manto – ele, que, afinal, só contribuia para que as pessoas se juntassem. Que pregava a união da classe… No final, a celebração em volta da mesa. Ele teria gostado! Esta viagem já está sendo muito boa, estou adorando! Bom Carnaval aos tutus e a todos.

05/1206.12.12

Nesta quarta, 5 de dezembro, o grupo Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo, deu prosseguimento aos estudos sobre corpo e espaço. Hoje trabalhamos as questões dos deslocamentos, do nomadismo: começamos ouvindo Chico Buarque: Violeira e Rap do Cálice. Violeira me fez pensar nas moças da praça que entrevistamos e olhamos. Gostei do refrão: “quero ver quem é que arranca nós aqui deste lugar!” O Rap do Cálice do Chico é o melhor exemplo de deslocamento, de pensamento nômade: aquele que não fica preso no passado, na glória, no ego. O verso “Palmas pro refrão doído do rapper paulista” é um absurdo: a melodia é como a amêndoa do caroço do pêssego, pérola escondida. E o arsênico ali também detona a emoção, Chico encontrando Criolo, como aquele avião entrando no corpo do prédio americano. Fica tudo suspenso por uns segundos, a gente quase morre de susto, e volta-se a respirar como sempre. Deslocamento, nomadismo – movimentos contrários de só se viver aquilo que se conhece. Assumir riscos, vertigem, exercício para os olhos…Claro, que antes de tudo, lembramos Décio, do trio concretista, que partiu esta semana. Nem sabíamos ainda de Niemeyer…Viva o poeta! Viva o artista das curvas!
Em seguida, trabalhamos nossos deslocamentos sutis e mais escondidos, no exercício corporal que fizemos, deslocando os quadris: requebrando, botando pra quebrar (no caso, nossa rigidez de cada dia, que sempre insiste em engessar nosso corpo). Junto com a soltura dos quadris, soltamos as palavras. Primeiro palavras-palavras; depois palavras recém moldadas, sons novos, articulações sonoras virgens de significado. Nesse segundo momento foi quando aconteceu a liberação do quadril, da pelvis, das couraças. Momento mágico. Aproveitamos para revisar nossa memória yogue: fizemos uma roda de asanas…
Em seguida, assistimos a parte final do documentário do Koellreutter, para terminar no encantamento das palavras sedutoras daquele mago/músico e seu som incrível.
O macarrão nos uniu em volta da mesa, na escada, em frente à TV. Deslocamentos…

Dia 28/1106.12.12

Na última quarta, dia 28/11, nós do Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo, tivemos nosso encontro semanal à luz de Flusser e Bachelar, pensando na questão do espaço. Flusser: “Estamos abandonando a forma sedentária da vida. Estamos de mudança, porque o nosso mundo se transformou tão radicalmente que se tornou inabitual e inabitável. Não nos reconhecemos nele.” A partir desse pensamento de Flusser voltamos a refletir sobre nossos experimentos deste semestre na Praça Central.
Bachelar: ” Toda fechadura é um convite para o arrombador. Que umbral psicológico é uma fechadura! Quem enterra um tesouro, enterra-se com ele. O segredo é um túmulo.” E “Mais vale viver no provisório que no definitivo.” Que bom termos a ferramenta do face para mostrarmos nossos processos para quem quiser acompanhar. Que bom é trocar experiências, aprender, ouvir, falar…É para isso que todos vão à praça, à feira…
A feira nos conduziu à Koellreutter: assistimos à primeira parte de um documentário que passou na então TV SescSenac lá pelo ano 2000. Curtimos o mestre. Nos apaixonamos de novo por sua Acronon.
E terminamos com o exercício de imitar a água-viva, do artigo “Can a Jellyfish Unlock the Secret of Immortality”, do Nathaniel Rich, publicado neste dia no New Yok Times. Rejuvenecemos. Voltamos na flecha do tempo, para a nossa primeira forma fetal. E percorremos de novo a linha do tempo. Desmanchar. Organizar. Ciclos corporais – fundamentais para a gente exercitar a flexibilidade, o não preconceito, a reciclagem, a reformatação de nossas “nóias” e dos nossos sonhos.
Quando fomos para a mesa comer as tortas performáticas (jamais repetidas!!!), era só alegria brindando Ibrahim e Tato, no reencontro tutu. Evoé meninos!

Fim de Feira28.11.12

Hoje, quarta, dia 28 de Novembro, 19:30, aqui em nossa casa/sede/ninho/fenda, retomamos nossos encontros Tutu-Marambá, com nossos estudos sobre o corpo e os espaços públicos. Na verdade, corpo e espaço. Ritmos. Música.
No último encontro, vimos Fim de Feira, de Teca de Brito e H.J. Koellreutter. Depois, cada tutu ganhou uma massagem coletiva: a sala virou um templo e o grupo virou uma porção de monges tibetanos, imagem linda captada pela câmera. Corpo e espaço recriados.
Hoje continuaremos com Koellreutter. E teremos o pensamento de Gaston Bachelar e Vilém Flusser, sobre corpo e espaço.
Uma palhinha de Bachelar: “Assim a casa sonhada deve ter tudo. Por mais amplo que seja o seu espaço, ela deve ser uma choupana, um corpo de pomba, um ninho, uma crisálida. A intimidade tem necessidade do âmago de um ninho.”
E Vlusser: ” O habitual não é percebido. O hábito é capa opaca que encobre o ambiente. Na paisagem pátria somente percebemos eventos, não as estruturas fundantes. Se atualmente são as estruturas fundantes que nos chocam no ambiente, é que houve transformação das estruturas. A recodificação do nosso mundo pelos aparelhos tornou estranho nosso mundo. Somos desenraizados, porque o chão no qual as nossas raízes repousam sofreu tremor tectônico.”
Assim, buscando os possíveis ninhos e as possíveis rachaduras que o tempo foi imprimindo em nossos corpos, em nossa cidade, vamos continuar a ouvir os sons que continuam a ecoar de Koellreutter. E vamos criando o nosso próprio som, o nosso próprio caminho.
Viva Tutu-Marambá!

“Reintroducing the Existential Dimension of the Public Square”04.11.12

Na quarta-feira, dia 31/Outubro, o grupo Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo, deu continuidade a seus estudos sobre o espaço. Começamos estudando algumas questões levantadas no artigo (na verdade, uma tese de mestrado) “Reintroducing the Existential Dimension of the Public Square” de Judith Mili. A autora começa citando um estudo de Norberg-Schlz, que define 5 dimensões para se entender o significado do meio-ambiente natural:
1. a união do céu e terra (relatado em inúmeros mitos da criação) – OBJETO.
2. a ordem cósmica a partir do movimento do sol – ORDEM.
3. o caráter de lugares naturais – CARÁTER.
4. o sol como objeto – LUZ.
5. os rítmos temporais da natureza – TEMPO – o que constitui o “genius loci”, o espírito do lugar, a dimensão da permanência e da mudança.
Aí a autora passa a falar sobre as questões históricas dos diversos lugares considerados os “centros do mundo”. O Omphafos grego, o umbigo.
Nosso “consultor” especial, o Zeca, nos falou sobre o umbigo antes e depois do nascimento. E trabalhamos, no exercício corporal em seguida, a partir do nosso umbigo: respiramos e nos movimentamos a partir dele. Foi um exercício profundo de meditação e de irrigação. Surgiram movimentos bastante fortes e fertilizadores.
Continuo pensando na praça central. No quanto ela está doente. No quanto ela não é mais uma praça – e já poderia até virar um estacionamento de carros, como relatou a autora sobre o destino de várias praças no mundo. Acho que vamos ter que insistir em mais uma pajelança na praça – não consigo aceitar ver o umbigo da cidade seco. Que massacres ela encobre? Por que expulsaram o espírito guardião da cidade de lá? Ali o poder venceu a vida. Temos, pelo menos, que lamentar…

Koellreutter25.10.12



Hoje, quarta, 24/10, o grupo Tutu-Marambá deu prosseguimento em sua pesquisa. Localizei o vídeo Fim De Feira, de Hans-Joachim Koellreutter e Teca Alencar de Brito, que assistiremos no próximo encontro. Hoje vimos o documentário: Informação: H.J. Koellreutter, dirigido por Rogério Sganzerla (2003). Conversamos sobre as questões do mergulho do artista-pesquisador; da necessidade de cada um encontrar seu caminho de originalidade; de cada artista ser responsável por seu caminho de desenvolvimento pessoal. Falamos também das questões políticas da cidade, como questões novas que insistem também entre a gente. E falamos sobre o Roda Viva com Lucélia Santos de segunda-feira na TV Cultura.
Nosso exercício prático começou com variações sobre a respiração: forte, fraca, pesada, leve. Afinal, respirar é a nossa primeira troca com o mundo (pensando nas questões da feira). Aí, paramos e sentamos de olhos fechados. Cada um pensou em algo que não tinha e que, por não ter, por ter esta falha, poderia oferecer isso para o grupo. Trocamos o que não tínhamos. Trilha sonora: Wiznik, Indivisível.
Comemos macarrão e tomamos vinho tinto e suco de uva.
Concluímos: estamos vivos!
Boa noite a todos!

Tema do blog originalmente projetado por AMY&PINK.
Template do blog por AMY&PINK.